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13/11/2025

Designer de calçados se une a startup para criar sapato com repelente contra mosquitos

MATÉRIA NO SITE Designer de calçados se une a startup para criar sapato com repelente contra mosquitos | Mulheres Empreendedoras | PEGN

Virgínia Barros tem mais de 30 anos de experiência em moda e fez uma parceria com a InnoVec, startup vinculada à UFMG, para lançar um calçado repelente com até quatro meses de proteção

Por 

Carina Brito

Com mais de 30 anos de experiência em moda, a designer de calçados Virgínia Barros juntou forças com pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para desenvolver um sapato com tecnologia repelente com o objetivo de proteger o usuário contra mosquitos transmissores de doenças como dengue, zika, chikungunya e malária. O projeto é resultado de uma colaboração com a InnoVec, startup que surgiu na UFMG, e propõe uma alternativa diferente dos repelentes convencionais.

tecnologia é chamada de Repeltex e é fruto de 17 anos de uma pesquisa sobre o comportamento de mosquitos, coordenada pelo professor Álvaro Eiras, da UFMG. O tecido do sapato é impregnado com uma substância capaz de criar uma barreira de até quatro metros ao redor da pessoa, com efeito de 24 horas por dia e duração de até quatro meses. Os testes foram realizados em laboratório e em campo e apontaram até 90% de repelência contra o mosquito da malária e entre 70% e 80% contra outros vetores.

Diferente dos repelentes aplicados diretamente na pele, o calçado atua por dispersão no ar. “Ele é mais parecido com aquele que você coloca na tomada, por exemplo. Mas vai se soltando no ar. A ideia é que ele vá afastando o bicho”, explica a empreendedora em entrevista a PEGN.

O lançamento do sapato repelente está previsto para março de 2026, após uma etapa de testes públicos. Segundo Barros, serão produzidos cem pares de um modelo mocassim, que serão distribuídos gratuitamente a pessoas selecionadas para avaliação da eficácia. “A ideia é mostrar publicamente como a ciência trabalha”, afirma.

O produto ainda não tem um preço definido.

Da venda de lingeries ao ramo de calçados

 

Nascida em Canoas (RS) e criada em Lagoa Santa (MG), a empreendedora é jornalista de formação e estudou estilismo na UFMG. O interesse pela moda surgiu ainda na infância, quando o pai a incentivava a desenhar roupas e a frequentar cursos de ilustração de moda.

Aos 19 anos, abriu uma loja de lingerie em Belo Horizonte, inspirada pelo pai, que atuava no setor em Porto Alegre. Mais tarde, migrou para o tricô, chegando a montar uma tecelagem com 15 funcionários que produzia para outras marcas. O negócio foi encerrado após dificuldades financeiras e operacionais. “As marcas exigiam alta qualidade, mas pagavam preços baixos, o que tornava o negócio insustentável. Problemas como devoluções por pequenas diferenças de tamanho causavam grandes prejuízos”, afirma.

Com o encerramento da fábrica, passou a produzir acessórios de tricô manual e, aos 27 anos, fez o curso de estilismo na UFMG. Foi nessa fase que começou a desenhar sapatos. Sua professora a incentivou a produzir a primeira coleção, que vendeu 500 pares e marcou o início da marca que leva seu nome.

No começo, os calçados uniam couro e tricô, o que se tornou um diferencial. As vendas em atacado cresceram, mas com margens reduzidas e risco de inadimplência. “Ao mesmo tempo, os clientes do atacado frequentemente pediam para remover as características mais originais e arrojadas de meus designs, o que descaracterizava o produto”, afirma.

Diante das dificuldades no atacado, a empreendedora decidiu abrir sua própria loja, primeiro em uma galeria no bairro Savassi, em Belo Horizonte. Depois, mudou-se para um ponto na Avenida Cristóvão Colombo, também na Savassi. O espaço, em más condições, foi reformado de forma gradual — durante as obras, ela envelopou as paredes com papelão e convidou o público a escrever nelas, o que ajudou a divulgar o espaço.

Hoje, a marca possui três lojas: duas em Belo Horizonte e uma em Brasília. As vendas no atacado correspondem a cerca de 30% do faturamento. A produção média é de 20 a 30 pares de sapatos por dia, com preços que variam entre R$ 350 e R$ 700.

 

A empreendedora também quis se diferenciar por seu interesse em produtos com funcionalidades diferentes — ela já havia lançado um modelo de calçado biodegradável em 2023. Então, em julho deste ano, conheceu o trabalho da UFMG com tecidos repelentes por meio das redes sociais da universidade e decidiu entrar em contato com os pesquisadores.

“Quando eu vi isso no Instagram da UFMG, eu adorei. Eles já tinham feito uma produção de teste, mas não iam continuar. Quando eu tentei conseguir esse material, eles me propuseram que a gente fizesse junto.”

As vendas iniciais ocorrerão no site da marca e em suas lojas físicas. A empreendedora prevê terceirizar a produção para reduzir o preço final — já que as grandes fábricas podem utilizar máquinário para produzir mais peças de uma vez.

Para os próximos anos, a empreendedora também lançará uma linha mais premium, a VB Ofício — com sapatos inteiramente de couro e embalagens elaboradas, que custarão entre R$ 650 e R$ 850.

 

WhatsApp: 21971370024Email: contato@virginiabarros.com.br
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